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365 Graça & AdoraçãoDa Criação ao Apocalipse

JUÍZES 7

📖 Texto Bíblico Completo (ACF)

1 Então Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode; de modo que o arraial dos midianitas estava para o norte deles, no vale, perto do outeiro de Moré. 2 E disse o Senhor a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar os midianitas na sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou. 3 Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. 4 E disse o Senhor a Gideão: Ainda muito povo há; faze-os descer às águas, e ali os provarei; e será que, aquele de quem eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele, de quem eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá. 5 E fez descer o povo às águas. Então o Senhor disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também todo aquele que se puser de joelhos a beber. 6 E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se pôs de joelhos a beber as águas. 7 E disse o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todo o demais povo se retire, cada um ao seu lugar. 8 E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e ele enviou todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve; e estava o arraial dos midianitas abaixo dele no vale. 9 E sucedeu que, naquela mesma noite, o Senhor lhe disse: Levanta-te, e desce ao arraial, porque o tenho dado na tua mão. 10 E, se ainda temes descer, desce tu e teu moço Purá ao arraial; 11 E ouvirás o que dizem, e então as tuas mãos se fortalecerão, e descerás ao arraial. Então desceu ele com o seu moço Purá, até à extremidade das sentinelas que estavam no arraial. 12 E os midianitas, e os amalequitas, e todos os filhos do oriente, jaziam no vale como gafanhotos em multidão; e os seus camelos não tinham número, como a areia que há na praia do mar em multidão. 13 Chegando, pois, Gideão, eis que um homem contava ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho, eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até à tenda, e a feriu de tal maneira que caiu, e a transtornou, e ficou estendida. 14 E respondeu o seu companheiro, e disse: Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita. Deus tem dado na sua mão aos midianitas, e a todo este arraial. 15 E sucedeu que, ouvindo Gideão a narração daquele sonho, e a sua explicação, adorou; e voltou ao arraial de Israel, e disse: Levantai-vos, porque o Senhor vos tem dado nas vossas mãos o arraial dos midianitas. 16 Então repartiu os trezentos homens em três esquadrões; e deu-lhes a cada um nas suas mãos buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas. 17 E disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis que, chegando eu à extremidade do arraial, será que, como eu fizer, assim fareis vós. 18 Tocando eu a buzina, eu e todos os que comigo estiverem, então também vós tocareis a buzina ao redor de todo o arraial, e direis: Espada do Senhor, e de Gideão. 19 Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, à extremidade do arraial, ao princípio da vigília da meia-noite, havendo sido de pouco trocadas as guardas; e tocaram as buzinas, e quebraram os cântaros que tinham nas mãos. 20 Assim tocaram os três esquadrões as buzinas, e quebraram os cântaros; e tinham nas mãos esquerdas as tochas acesas, e nas mãos direitas as buzinas, para tocarem; e clamaram: Espada do Senhor, e de Gideão. 21 E cada um ficou no seu lugar ao redor do arraial; então todo o exército deitou a correr, e, gritando, fugiram. 22 Tocando, pois, os trezentos as buzinas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu até Bete-Sita, em direção de Zererá, até aos limites de Abel-Meolá, acima de Tabate. 23 Então os homens de Israel, de Naftali, e de Aser, e de todo o Manassés foram convocados, e perseguiram aos midianitas. 24 Também Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo: Descei ao encontro dos midianitas, e tomai-lhes as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. E todos os homens de Efraim se ajuntaram, e tomaram as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. 25 E prenderam a dois príncipes dos midianitas, a Orebe e a Zeebe; e mataram a Orebe na penha de Orebe, e a Zeebe mataram no lagar de Zeebe; e perseguiram aos midianitas, e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, dalém do Jordão.

📜 Contexto Histórico e Geográfico

Este capítulo contém o clímax da história de Gideão. Após reunir um exército, Gideão acampa perto da fonte de Harode, de frente para o vasto exército midianita no vale de Jezreel. O capítulo se concentra na maneira extraordinária como Deus concede a vitória, não através da força militar, mas através de uma estratégia divina que visa unicamente glorificar a Si mesmo. A ação é uma aula sobre a soberania de Deus e a fé humana.

✝️ Análise Teológica e Exegética Versículo por Versículo

Versículos 1-8: A Redução do Exército

Versículos 9-15: O Encorajamento Divino

Versículos 16-25: A Vitória Improvável

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